Conhecer

O QUE É O CANCRO COLORRETAL?

O cancro do cólon e/ou do reto é, também, chamado cancro colorretal.  O nome cancro “colorretal” refere-se a cancros que surgem no cólon (o longo tubo muscular que constitui quase a totalidade do intestino grosso) e/ou no reto (os últimos 6 cm do intestino grosso).

O CÓLON E O RETO

O cólon e o reto fazem parte do aparelho digestivo, formam um longo tubo muscular, chamado intestino grosso. O cólon é a primeira porção do intestino grosso (120 a 150 cm) e o reto a última parte (10 a 12 cm). A parte do cólon que se une ao reto, é o cólon sigmoide. A parte que se une ao intestino delgado, é o cego. Os alimentos, parcialmente digeridos, entram no cólon, vindos do intestino delgado. No cólon, a água e os nutrientes são removidos dos alimentos e o restante é armazenado, como desperdício. Esse desperdício passa do cólon para o reto e, depois, para fora do organismo, através do ânus.
O cancro que tem início no cólon, chama-se cancro do cólon e o cancro que tem início no reto, chama-se cancro retal. O cancro que afecte qualquer um destes órgãos pode, também, ser chamado de cancro colorretal.

SISTEMA DIGESTIVO

Subdivisões do cólon:
– cólon ascendente (com ligação ao intestino delgado)
– cólon transverso
– cólon descendente
– cólon sigmóide (com forma de “S”, faz a ligação ao reto)

O cólon e o reto fazem parte do sistema digestivo ou gastro-intestinal.

Este sistema tem como função processar os alimentos para obter nutrientes e energia, o que acontece sobretudo na sua parte superior – estômago e intestino delgado. A maior parte dos nutrientes são absorvidos no intestino delgado.

O cólon, que compõe  a quase totalidade do intestino grosso, tem como objetivo absorver água, vitaminas e sais minerais.

DADOS EM PORTUGAL

Segundo o relatório da Globocan 2012 (Relatório GLOBOCAN 2012 – Agência Internacional de Investigação do Cancro)  o cancro do colorretal é a terceira causa de morte por cancro em todo o mundo, com cerca de 1,4 milhões de novos casos.

Em Portugal, o cancro colorretal é o mais frequente e o mais mortal, tendo em conta ambos os sexos.
Apesar das estatísticas relativas, os números de incidência e mortalidade são superiores no homem do que na mulher.

Em Portugal, foram verificados 7129 casos a nível de incidência do Cancro Colorretal e quanto à mortalidade 3797 casos.

Existem mais de 80 mil pacientes ativos e 50 % da população desconhece os sintomas desta patologia (Spirituc / Europacolon / 2012).

 

ESTADIOS DO CANCRO COLORRETAL

ESTADIO 0

O tumor encontra-se, apenas, no revestimento interior do cólon e do reto. Carcinoma in-situ é outra designação dada ao estadio 0 do cancro colorretal.

ESTADIO I

O tumor desenvolveu-se para dentro da parede do cólon e do reto. No entanto, não atingiu a parede exterior do cólon, nem passou para o exterior do cólon . Duke’s A é outro nome para o estadio I do cancro colorretal.

ESTADIO II

O tumor desenvolveu-se mais profundamente para o interior da parede do cólon ou através da parede do cólon ou do reto. Pode ter invadido tecidos circundantes, mas as células cancerígenas não chegaram aos gânglios linfáticos. Duke’s B é outro nome para o estadio II do cancro colorretal.

ESTADIO III

O tumor já atingiu os gânglios linfáticos vizinhos, mas não chegou a outras partes do corpo. Duke’s C é outro nome para o estadio III do cancro colorretal.

ESTADIO IV

O tumor já metastizou para outras partes do corpo como, por exemplo, o fígado ou os pulmões. Duke’s D é outro nome para o estadio IV do cancro colorretal.

RECIDIVA DO CANCRO

Esta situação corresponde a um tumor que foi tratado e que voltou passado um tempo. A recidiva pode surgir no cólon, no reto ou noutra parte do organismo.

Fatores de risco

Estes fatores estão relacionados com a biologia e genética de cada indivíduo, mas também com componentes ambientais e de estilo de vida. Estima-se que 1 em cada 16 pessoas virão a ter cancro colorretal, o que acontecerá muito provavelmente depois dos 50 anos de idade. Isto significa que todas as pessoas têm alguma probabilidade de desenvolver a doença – um valor que se identifica como sendo a média da “população em geral” – 6%. Esta probabilidade pode aumentar se a pessoa estiver exposta a alguns fatores de risco conhecidos.

Em baixo enumeramos os fatores de risco mais conhecidos para o cancro colorretal.

Separamos os que têm uma maior influência, dos que têm uma influência menor, bem como aqueles que são protetores (diminuem o nível de risco).

Fatores de maior influência

  • Idade
  • História pessoal de cancro colorretal ou adenomas
  • História pessoal de doenças inflamatórias intestinais
  • História familiar de cancro colorretal
  • Predisposição genética

Fatores de menor influência:

  • Certo tipo de dietas (carnes vermelhas, gorduras saturadas)
  • Obesidade
  • Fumar
  • Consumo de álcool

Fatores protetores:

  • Rastreio
  • Atividade física
  • Certo tipo de dietas (vegetais, frutas, fibras)