Tratamento

TRATAMENTO

O médico de família pode aconselhar a consulta com um médico especialista em cancro colorretal. O cancro pode ser tratado por diferentes especialistas, como sejam: gastrenterologista (trata doenças do aparelho gastrointestinal), cirurgião, oncologista e radioterapeuta. Pode ter um médico especialista diferente, para cada tipo de tratamento que vá fazer.

O tratamento começa, geralmente, poucas semanas após o diagnóstico de cancro. Regra geral, tem tempo para falar com o médico sobre as opções de tratamento e, se considerar necessário, ouvir uma segunda opinião para saber mais acerca do seu cancro antes de tomar qualquer decisão sobre o tratamento.

Os tratamentos para o cancro colorretal são, quase sempre, uma combinação de várias terapias:

  • a cirurgia ou a radioterapia tratam o cancro quando se encontra localizado (e nalguns casos quando se encontra disseminado, para melhorar determinados sintomas);
  • a quimioterapia procura eliminar células malignas que se tenham espalhado a partir do tumor inicial;
  • à quimioterapia podem ser associadas terapias dirigidas que inibem o crescimento do tumor;
  • por vezes a radiação ou a quimioterapia administram-se antes da cirurgia para diminuir o tamanho do tumor, e outras vezes depois, para destruir qualquer célula maligna remanescente.

Não há um tratamento único para o cancro colorretal. A equipa médica que o acompanha tem o conhecimento e a experiência necessários para sugerir o melhor tratamento para si.

Mas é importante que esteja informado(a), que as opções de tratamento sejam claras e que concorde com as suas implicações.

É também importante que colabore com esta equipa, infomando-a do modo como reage ao tratamento, para que seja possível encontrar aquele que é mais eficaz e melhor se adequa a si.

Tratamento Localizado

CIRURGIA

Tem como objetivo remover o cancro do cólon ou do reto (o tumor inicial), de modo a eliminar a doença.

A maior parte das cirurgias ao cólon são conservadoras, no sentido que removem apenas um segmento do cólon (1/3 ou ¼ do seu comprimento), sem complicações futuras ou alterações na qualidade de vida do paciente.

A cirurgia para o cancro do reto é frequentemente mais complexa do que a cirurgia ao cancro do cólon, devido à configuração estreita do osso da pélvis. Esta área contem os nervos que controlam as funções sexual e urinária, por isso devem ser tidos cuidados acrescidos para evitar o mais possível danificá-los.

Durante as cirurgias a estes dois tipos de cancro, são também extraídos nódulos linfáticos próximos do tumor, de modo a evitar a eventual dispersão de células tumorais na corrente linfatica. Os nódulos são enviados para análise patológica, para que se possa conhecer com precisão o estadio de evolução da doença.

RADIOTERAPIA

Destrói células em rápida divisão através de radiação direcionada.

A radioterapia é a utilização de radiação de alta energia para matar células malignas, em zonas bem localizadas.

É uma terapia menos utilizada no tratamento do cancro do cólon, mas comum no tratamento do cancro retal. É utilizada com diferentes estratégias, quase sempre combinada com quimioterapia, ou outros tipos de tratamento.

Tratamento sistémico

QUIMIOTERAPIA

Destrói células em divisão rápida

TERAPIA DIRIGIDA

Atua sobre moléculas alvo

IMUNOTERAPIA

Recorre ao sistema imunitário
ou a alguns dos seus componentes produzidos em laboratório.

Efeitos secundários

Os tratamentos que são utilizados hoje para o cancro colorretal são cada vez mais eficazes.

No entanto, a maior parte dos tratamentos disponíveis provocam efeitos secundários que podem ser desconfortáveis.

Nem todas as pessoas sentem estes efeitos da mesma forma, e o tipo de sintomas que surgem depende em grande medida das intervenções e medicamentos que forem prescritos.

Terapias complementares

Muitas vezes os doentes procuram medicinas complementares para realizar em paralelo com os tratamentos convencionais.

Existem vantagens bem conhecidas, e muito benéficas em determinados casos, ao associar terapêuticas específicas, nomeadamente a associação com a acupunctura para o tratamento da dor e relaxamento, entre outras.

Mas também existem determinadas interações ou antagonismos que se deve evitar.

É importante que partilhe esta decisão com o seu médico assistente.
A bem do doente tudo deve ser ponderado com a maior clareza, seriedade e informação bem sedimentada.

Seja sincero para com a equipa que toma conta de si.